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13 de novembro de 2018

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                   Unidade Itaigara

                            1° ano

Mudança vem lentamente
Ana Flora Reis Silva Lima – 1° ano 5
29/08/2018

Segundo o cantor e compositor irlandês Jonathan Ng, comumente conhecido por seu pseudônimo Eden, a mudança vem devagar. Dessa forma, uma sociedade, cujos valores dos dirigentes vão de encontro ao bem comum, deve ser construída aos poucos, a longo prazo. Além disso, o ideal seria que os integrantes dessa sociedade soubessem manter a integridade do sistema, passando tais valores às crianças, para o bem comum.

Entretanto, não é isso que vem acontecendo no cenário brasileiro atual, segunda década do século XXI. O pensamento imediatista do cidadão do Brasil impulsiona a crítica à situação política, econômica e social do país, mas nada faz para mudá-la e, por consequência disso, afirma a persistência de tais problemas. Dessa maneira, o país se aproxima cada vez mais da trama da obra fictícia “ Bruzundangas”, de Lima Barreto.

Portanto, se no livro a nobreza, detentora do poder, é formada por aqueles que possuem o título do doutor, diferente não é na realidade brasileira. No entanto, discordar e criticar o sistema vigente não é suficiente para transformá-lo ou até mesmo derrubá-lo, é preciso uma mudança de pensamento e atitude em massa. Dessa forma, pensar no futuro seria pensar na mudança, e pensar na mudança seria iniciar novas ações que, por sua vez, concordassem com seus anseios de melhoria das condições de vida para o bem comum. Entretanto, as pessoas preferem acreditar que o simples fato de idealizar tal coisa, pode colocá-la em prática.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Segundo Mahatma Gandhi, notório ativista indiano, devemos ser a mudança que desejamos ver no mundo. Partindo desse pressuposto, as pessoas, as instituições interessadas na mudança de pensamento populacional, como um meio para um fim, devem externar as suas ideias por meio de palestras, debates, propagandas, a fim de conscientizar o número máximo de pessoas possível. Com isso, o pensamento imediatista seria retirado da mente do cidadão brasileiro e substituído por uma mudança de ação e lenta, porém eficaz, moldando os valores de uma sociedade ideal.

A arte de se apaixonar
Marcos Paulo Dias de Sá e Silva – 1° ano 1

A paixão é muito diferente do amor
Ela pode causar tanto a felicidade quanto a dor
O amor é um sentimento mais singelo
É tão verdadeiro quanto belo

A paixão é um sentimento mais superficial
À primeira vista é possível se apaixonar
Torna o outro como um ser espaço sideral
Porém a ilusão pode ser algo fatal

Estar apaixonado é algo sensacional
Fazendo a pessoa ser perfeita, completa e distante do real
Essa distância que torna a paixão perigosa
Muito linda, mas com espinhos, uma rosa

Ainda lembro do meu primeiro amor
Depois percebi que não era amor, e sim paixão
O que antes era sensível e nela como uma flor
Fez-se então despedaçar meu coração

Quando jovem o meu mundo caiu
Com o coração partido a tristeza surgiu
Então, apesar de a paixão ser algo muito legal
A combinação da dor e ilusão pode ser letal

Brasil julgado sem advogado
Ana Letícia Melo C. Santos – 1º 4
16.06.2018

No lugar onde nada vale o coração
Quem tem pouco vale muito
Sem discussão sobre o assunto
Perde-se no ar cada ação

Quem diria nossa pátria
Tão pouco valorizada
Consumida pelo pecado
Da avareza e do descaso

Cansado desse fardo
O futuro do Brasil será julgado
E não há frade e nem fidalgo
Que não será analisado

Não haverá um júri santo
Nem Barca nenhuma terá
Nosso país a cada canto
Em um breve futuro, pagará

E se continuarmos
Agarrados a uma ambição
Joões Grilos e parvos
Mesmo que pouco errados
Serão os que mais sofrerão

Carta de Aurélia para Elizabeth
Laura de Azevedo Viana – 1° ano 2
09/11/2018

Rio de janeiro, 19 de setembro de 1874.

Ah, querida Elizabeth! Será que primeiros amores podem ser os últimos?

Perdoe-me o incômodo. Sei que essa carta demorará para chegar em suas mãos; na verdade, ela provavelmente se perderá no tempo, vítima de um náufrago ou refém dos becos e vielas inglesas, de qualquer forma, escrevo-te, porque não tenho mais a quem recorrer. A solidão e a tristeza me corroem, afogo em minhas próprias lágrimas; e só consigo pensar em ti, pois sei que foste a única outra mulher que resistiu a tal mazela: também teve seu coração dilacerada e sua alma esquartejada por um homem; por um amor.

O meu Seixas, Senhorita Bennet, o meu Seixas, não me amou de verdade, trocou-me, pois, por aquisições, e uma moça que, sequer, resplandece os olhos ao vê-lo. O gosto amargo e cadavérico da decepção impregna minhas papilas, e perguntar-lhe-ei: quando Darcy (esse homem repudioso que, infelizmente, o destino pôs-te) magoou teus sentimentos quase que irreparavelmente, deixaste de amá-lo?

Apesar de tudo, ainda amo o meu Seixas; amo, porque sou toda sentimento e inteira dele. Mas o asco mistura-se e cria esse sabor intragável que tenho de provar diariamente: amor, nojo e ódio são letais. Esse veneno que circula em minhas veias incita-me a fazer algo, fazer o maldito pagar por ter levado consigo uma parte de mim. Mesmo que seus olhos ainda sejam os mais belos, mesmo que sua boca ainda seja a única a me saciar, mesmo que nossos corpos se entrelacem e conversem por si só, nossas almas não são mais cônjuges. Talvez nunca mais sejam.

Sou uma romântica, Elizabeth, e ainda que eu esteja na borda de um precipício emocional, com a vontade de vingança acesa em minha mente, espero que possa viver com o Sr. Darcy. Não gosto do sujeito, contaria falácias, ao dizer que o admiro, entretanto sei que o amo. Desde que não se corrompa pela riqueza, e não deixe que aquele traste orgulhoso e sem jeito controle sua vida, espero que se reconciliem. Aproveitem a chance que eu não poderei ter.

Atenciosamente e com carinho,
Sua sofredora amiga Aurélia.

Lição difícil

Maria Eduarda A. Tanner de Oliveira – 1º 6
16.06.2018

Não sei como ainda me admiro com a arrogância e ambição do povo brasileiro! Outro dia fui a um restaurante e encontrei, na mesa ao lado, uma senhora. Observei a dona se dirigir ao garçom, como se ele nada fosse, e realizar um milhão de exigências em relação à comida. O garçom humildemente anota tudo, para depois voltar com o prato e um Martini.

Me espantei quando a madame aumentou a voz e exigiu que chamasse o gerente, tudo porque a sua refeição estava um pouco mais salgada do que deveria. Então, imaginei o constrangimento daquele garçom que apenas fazia seu trabalho. Muitos outros cidadãos são humilhados dessa forma.

Esse tipo de comportamento aponta pessoas que pensam ser melhores que todos. Desrespeitam e menosprezam indivíduos de forma arrogante e mesquinha, exatamente como aquela mulher fez ao achar ser superior, julgou ser merecedora de tratamento diferenciado.

Onde está a compaixão nesse país? Só posso me lembrar da famosa alegação do João Grilo, da obra de Ariano Suassuna, quando relata ter passado três dias e três noites doente e nem um copo d’água lhe mandaram. As pessoas ignoram as necessidades alheias e só pensam nas suas.

Pior é quando justificam seus atos egoístas, como faz Brísida Vaz no “Auto da Barca do Inferno, ao dizer que salvou os jovens que, na realidade, ela compeliu para a prostituição. Pessoas marginalizadas são as que mais sofrem exploração dessa gente abominável. Tanto Suassuna quanto Vicente abordam isso em suas obras. É uma pena que ninguém aprende.

                                  2° ano

Loucura digital
Antônio Carlos – 2° ano 6
24/03/2018

Isso está mesmo certo?
Todos de cabeça baixa
Olhando para o chão
– Oh! – me desculpe
Olhando para o celular
Aonde quer que esteja
Independente da situação
Tudo estará tranquilo
Por que todos tem seu amigo
Bem na palma da mão
Será que estou louco?
Sentado, parado, focado no de ficção
Até mesmo fora de casa
Internet não falta
Para tirar uma foto
E mostra ao mundo
A sua falsa vida
Que só tem curtição
Será que eu estou louco?
Por sentar na varanda
E ver o quão belo
Era o nosso mundo
Antes dessa digitalização

7:45
Hana kikut Reino – 2° ano 1
24/03/2018

Um homem refletia em sua cama, após um dia de trabalho árduo. Pensava como o sistema lhe oprimia: não podia comer quando sentisse fome, apenas quando desse o horário de descanso para o almoço; não podia dormir quando tivesse sono, apenas quando desse o horário, depois de sair do trabalho e chegar em casa depois de enfrentar o trânsito, e ainda assim, tinha que acordar quando tocasse o alarme.

Ficou algum tempo a pensar até que algo lhe veio à mente… afinal, desde quando obedecia às ordens de um relógio? Desde quando um objeto inanimado, sem opinião, sem vida, que tinha a função apenas de apontar números sem sentido e, a depender de qual número fosse indicado, ele ficava tenso, acelerava o carro para não se atrasar? O que lhe impedia de fazer o que quisesse?

Então, quebrou o relógio de pulso que usava jogando-o na parede, pegou as chaves do carro e dirigiu pela cidade, entrando em ruas que nunca fora antes, até que chegou a um lugar cheio de mato, grama e algumas árvores espalhadas, sem sinal de civilização. Desceu do veículo, tirou as roupas, perseguiu aves que lá voavam e pisou em poças de lama com pés descalços.

Quando acordou no dia seguinte, ao som do alarme, levantou-se da cama sem nem lembrar do sonho de liberdade que tivera. Já dirigindo a caminho do trabalho, viu outro homem, a andar nu em um terreno baldio, perseguindo pássaros e pisando na lama com pés descalços. “É um louco!” – pensou e acelerou o carro, pois o seu relógio de pulso já indicava que eram 7:45.

 

Unidade Graça

1º ano

Os olhos da arte
Lua Niña Meria Roffuste – 1° ano 11
24.03.2018

As lágrimas do céu inundavam a rua entupida de dejetos abandonados pelo homem; de maneira sufocante, as “bocas de lobo” gritavam por limpeza e os muros arranhados pelas cores dos grafites desejavam ver sua pureza original. A mesma sensação de sufoco se agarrava, apertando com força a jovem presa nos engarrafamentos da capital. “A vida é bela” ouvira dizer quando era pequena, mas se perguntava: onde a tal beleza foi parar? Estava escondida os abrigos para animais maltratados? Nos casos de corrupção de seu governo? Ou será que estava nas casas desarmoniosas que predominavam na sociedade bagunçada? “Onde está a beleza?” – ela repetia. Nenhuma resposta. Talvez estivesse esperando uma resposta divina que a guiaria em busca da verdade, talvez já tivesse inventado uma resposta para se satisfazer, ou talvez ela simplesmente não soubesse a resposta.

O tempo passava com lentidão naquele carro, a sua mente exigia resposta, gritava com ela, era sua culpa, não consegui ver mais a beleza da vida, dizia. Em meio a tanto barulho, o rádio pareceu pedir silêncio quando a harmonia daquela melodia começou a tocar. Era como um abraço, em abraço de mãe. O som das teclas batidas do piano era acompanhada por uma doce voz que contava uma história em tons que confortava. O peso vazava lentamente, assim como os bueiros entupidos.

Arte, ela pensou. A sua resposta é arte. Quem diria que, com tamanha doçura e suavidade em uma voz a confortaria de seu duro dia de trabalho? Quem diria entre piadas e risadas a dura realidade em que vivemos? Quem diria que imagens representariam tão bem a diversidade de um mundo como aquele? Sons, cores, palavras e imagens, tantas coisas. “Sim, a realidade é dura. É o nosso desafio resistir às violências cotidianas”, pensou e logo acrescentou: “é por isso que temos o nosso coração trabalhando com a mente que, por vezes, pode ser má, mas também é ela que me dá novos olhos, os olhos que me fazem enxergar o outro lado da realidade, os olhos do bom humor, os olhos da arte…”.

Invisíveis, Indenomináveis
Clara Fraga – 1° ano 12
29.08.2018

É indubitável o olhar de indiferença social em diversas metrópoles do mundo. A de respeito e compaixão, para com pessoas consideradas “inferiores”, é tamanha. Estas são diariamente desprezadas, e rejeitadas pelas pessoas que as avistam.

Um cidadão comum, ao andar pelas ruas e avistar um morador de rua, ou alguém com má vestimenta, segue como se ninguém ali existisse. Trata-se de uma sociedade em que se julga pela aparência, sem mesmo saber a história da vida da pessoa. Tais atitudes não são atuais, são costumes e ideologias, infelizmente, persistentes, que precisam ser corrompidas, já que todos são iguais e merecem tratamento e respeito igualitário. Tem-se como exemplo o holocausto e a escravidão, fatos históricos ocorridos, por discriminação pela cor da pele ou pela religião.

Nas metrópoles do mundo, há diversas pessoas invisíveis, entretanto, estas possuem uma história de vida, uma família, assim como quem os desprezam. A partir disso, é perceptível o porquê de tantas motes e discriminações de pessoas inocentes, como o personagem Zé Preto no livro “As marcas da Cidade”.

É necessário que as pessoas mudem o olhar sobre estes seres humanos, boa vestimenta não é sinônimo de bondade. A dor da indiferença é profunda, são atos desumanos, essas pessoas precisam ser inclusas socialmente como qualquer pessoa. É preciso que o governo promova campanhas de conscientização e realize movimentos contra tais atitudes, afinal estes seres precisam se tornar visíveis e respeitados, como é de direito de qualquer ser humano.

2° ano

Maria Eduarda Barreto – 2° ano 09
18.08.2018
Salvador, 16 de agosto de 2018.

Querido Leitor,

Escrevo esta carta, pois me encontro em uma situação de extremo conflito, e precisava contar a alguém. A quem estiver lendo faço perguntas: Você já amou alguém?
Parece, de fato, uma pergunta simples de ser respondida, afinal, aprendemos o que é amor desde que nascemos. O amor materno, aquele amor incondicional que você – quando pequeno- sente por uma figura que ainda nem conhece, mas por quem já nutre um amor puro e repleto de bondade, um amor até mesmo transcendental, aquele amor que não envolve só dois corpos, mas, sim, duas almas.
Acredite, leitor, esse amor é realmente único, principalmente no contexto social que vivemos hoje, quando o amor real é corrompido por sentimentos carnais e efêmeros. Vivemos hoje, quando em um mundo de relações desapegadas, desalmadas, desenlaçadas, descuidadas, e desengonçadas, não sendo possível saber quem verdadeiramente quem ama ou quem só finge.
Em tempos de amores líquidos como esses, digo que, se você ama alguém, de verdade, você é muito sortudo. Para aqueles que amam, existe a promessa prévia de felicidade eterna, pois amar alguém e ser amado são as duas situações mais incríveis a serem vividas. Encontrar sua alma gêmea, a metade de sua laranja, aquele que te transborda é algo raro e único e, portanto, deve ser conservado.
Se eu pudesse dar um conselho aos jovens de hoje, lhes diria que eles precisam amar mais e se entregar a essa felicidade que lhes é concedida, lhes diria para que regressassem à infância e recuperassem aquele amor sólido e durável, aquele amor real.
E, dessa forma, o deixo com uma reflexão a ser feita, leitor: em tempos de amor líquido e relações polares, você vai se deixar dissolver?

Atenciosamente,
Maria Eduarda Barreto

A ligação
Ana Gabriela Cerqueira – 2° ano 10
16.06.2018

– Alô. Quem fala? É Seu Nome? Ah, então eu liguei certo. Tô chegando na sua vida, viu?!
– Hã? Quem sou eu? Eu sou aquela que chega para fazer a diferença. Como é? Não entendeu? Mas eu não nasci para ser entendida, e sim vivida. Serei sua melhor companhia. Prometo!
– Não desliga, por favor!!! Eu sei que a vida tá tensa, sei que é realmente um desafio enfrentar os problemas diários, ouvir julgamentos e fingir que está tudo bem. Agora espera um minuto, vou colocar minha amiga na linha.
– Oi, Seu Nome, como você tá? Mais ou menos? Você vai ficar bem. Eu sou aquela que não te deixa, que te protege e te acolhe. Se eu tô mentindo? Não, claro que não! Apesar de rara, eu existo e sou sincera.
– Eu e minha amiga formamos um belo time. Deixe-me te explicar: assim como monóxido de carbono e hemoglobina se juntam e não mais se desgrudam, sou exatamente assim como a minha amiga Dona Felicidade. Meu nome? É amizade. Eu e minha parceira juntas vamos te mostrar que, apesar de difícil, sorrir após uma queda é possível; não se importar com a opinião alheia também é mais possível do que parece. Isso quem me ensinou foi a minha cunhada, Empatia, mulher do Respeito, meu irmão. Agora estamos todos conectados e não só por ligação telefônica, mas também pela vida.

Pedido de refúgio
Lucas Salomão de Freitas Santana – 2° ano 09
09.11.2018

Refúgio. Isso é o que você buscaria se a fome o atingisse, se a dor o alcançasse! Isso é o que você ouviria se a ajuda pedisse, se por abrigo implorasse.
Seca. Isso é o que você temeria se dependesse do solo para viver, se precisasse plantar para ter o que comer.
Medo. Isso é o que você teria se não tivesse para onde correr, se ninguém quisesse o acolher.
Miséria. Isso é o que você tenta não ver, tenta fingir que não existe.
Chorar. Isso é o que você tenta não fazer, tenta negar o quanto é triste.
Tristeza. Isso é o que você está sentindo ao ler esse texto, pensando nessa gente, enxergando a realidade.
Engano. Isso é o que você está fazendo a si mesmo, achando que faria diferente, que teria bondade.
Empatia. Isso é ao que eu aspiro que, mesmo com tanto sofrimento, todos se ajudem até o último suspiro.
Esperança. Isso é o que eu guardo no coração, acreditando que, mesmo com tanto desrespeito, um dia todos teremos compaixão.

 

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